terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Aprender.
Há prender.
Prender na gente, algo que, de nós não deve, não pode, e não queremos jamais que saia.
Seja na alegria, na tristeza, na saúde ou na doença, algo fica preso em nós.
Queremos que fique.
Aprendemos.
Quando queremos libertar,
ensinamos
Talvez um dia retorne, como uma prenda.
Aprendemos
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Só faltava à casa da razão mágica, colocar na plaquinha da frente, as duas palavras que, colocadas em prática segundo o Dalai Lama, transmutam nossa vida em felicidade:
Simplicidade e lógica
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Há muito tempo atrás um amigo, diretor de teatro, me disse que a poesia era burocrática.
Respondi a ele, através de email, que discordava, dizendo-lhe que a minha não era.
Ora.
Sou sentinela desse quadro que, na parede é o meu melhor, me parece absolutamente claro que sou eu exposto, o quadro na parede, sou eu exposto, naquilo que é o meu melhor.
O que há de melhor em mim, eu exponho, e guardo isso sempre, para não me esquecer de expor-me ao máximo, sempre.
Sou sentinela, eu guardo, sou guardião, principalmente pra mim mesmo.
Guardo na cabeça para usar na sequência.
Claro que quem se expõe mais, está mais disposto à conversa, e assim está pronto a acertar e a errar bastante.
Esforço-me para acertar bem mais.
Mais prático que isso?
Eu vou seguindo esperto, nesse meu caminho, na certeza que fui eu que o desenhei e o descobri.
Nada mais prático do que isso.
Que esperteza, humanamente egoísta, desenhar, esboçar, fazer um traçado do caminho que se pretende seguir e seguir descobrindo, retratando - tratando novamente e de várias maneiras- aquilo que antes, estava de alguma forma coberto, sem clareza.
Tudo isso feito, sabendo-se claramente o que está acontecendo, passo a passo.
Esperteza sim.
Junto uns verbos novos à ferida, fazendo da beleza uma senhora.
Sim, coloco uns fazeres, uns verbos, uma ação junto à ferida. A angústia, a tristeza, fazendo da beleza uma senhora, porque referenciar a beleza, à beleza da juventude é muito fácil.
Saber como pode ser amargo e rude, o existir sozinho, ou sozinha, na medida do amadurecimento.
Até que enfim o terno, ao ser vestido, nos mostre que essa é muito mais que uma canção de amor, nos acaricia a alma, mostrando que a ternura, basicamente feminina, pode ser o terno masculino, e estar no homem que não apenas galanteia com belos versos, mas ama de forma definitiva e definidora, mostarndo que o viver as feridas, é muito mais do que cantar o amor.
Sim.
Não apenas a minha, mas toda a poética, decodificada, pode e deve ser colocada em prática.
Deve-se e pode-se ser resolvida e desenvolvida no fazer e nos fazeres.
Óbvio que ontem mesmo, ouvi de uma pessoa adulta:
Nossa!
Eu tenho a maior preguiça de ler o enunciado!
Assim não há poesia que aguente
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Eu sou um anjo, feito aqueles sem asas, do Leonardo humanista que veio de Vinci, pra contar histórias inspiradas nos bolores das próprias paredes.
As minhas paredes feitas de tijolos, pedras, areia e cimento.
Rebocada e engessada como suporte para os desenhos, as veias, a seiva, as lágrimas muitas vezes guardadas.
Os bolores vêm da umidade, desenhando com fungos, novas imagens.
Segundo a segundo, os fungos movendo-se pela encosta.
Umidade, água, vida, recheada de instantes, fazendo brotar mais água ainda.
Lágrimas.
Esforço de todos, embates cotidianos, caminhos diversos sobre essa terra asfáltica.
Todos jogando seus lixos nesse piso impermeável, fecha mesmo, todos os bueiros.
Que as enchentes não molhem a minha casa.
No meio da rua que não é minha, afinal, se minha fosse, eu mandava ladrilhar com pedrinhas brilhantes.
Para o meu amor não passar jamais
As minhas paredes feitas de tijolos, pedras, areia e cimento.
Rebocada e engessada como suporte para os desenhos, as veias, a seiva, as lágrimas muitas vezes guardadas.
Os bolores vêm da umidade, desenhando com fungos, novas imagens.
Segundo a segundo, os fungos movendo-se pela encosta.
Umidade, água, vida, recheada de instantes, fazendo brotar mais água ainda.
Lágrimas.
Esforço de todos, embates cotidianos, caminhos diversos sobre essa terra asfáltica.
Todos jogando seus lixos nesse piso impermeável, fecha mesmo, todos os bueiros.
Que as enchentes não molhem a minha casa.
No meio da rua que não é minha, afinal, se minha fosse, eu mandava ladrilhar com pedrinhas brilhantes.
Para o meu amor não passar jamais
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